Socializando....
12/07/2010
Próximos meses serão marcados por diversos encontros estudantis
Entre julho e setembro mais de 15 executivas realizarão eventos de
norte a sul do país
Por Bárbara Mengardo
Os encontros estudantis são uma oportunidade para os estudantes que
querem se aprofundar nas discussões acerca de seus cursos, conhecer
pessoas de todo o Brasil e ainda viajar para outros estados pagando
bem pouco pela alimentação e alojamento. Existem organizações
estudantis na maioria dos cursos universitários (executivas,
coordenações, federações, etc), que abarcam estudantes ou Centros
Acadêmicos interessados em discutir os rumos de suas respectivas
áreas.
Para tanto, tais organizaçõ es promovem encontros regionais e
nacionais para debater as questões mais relevantes do movimento
estudantil de cada área, a qualidade dos cursos ministrados nas
universidades, traçar posicionamentos e organizar e produzir
materiais, campanhas, eventos, etc, focados nos temas debatidos. E
quem está a fim de ir a um encontro está com sorte, pois entre os
meses de julho e setembro mais de 15 executivas realizarão eventos de
norte a sul do país. Confira abaixo a relação de alguns deles:
Comunicação Social- Este ano o Enecom (Encontro Nacional de Estudantes
de Comunicação) acontecerá em João Pessoa/PB, do dia 25 de julho a 1º
de agosto. O evento, organizado pela Enecos (Executiva Nacional dos
Estudantes de Comunicação Social) terá como tema “Que a comunicação se
pinte de Povo!”, e já tem um blog:http://enecomparaib a2010.blogspot.
com
Psicologia- Com o tema “Da Cabanagem aos nossos dias: Os Movimentos
Sociais atravessando a Psicologia”, o Enep (Encontro Nacional de
Estudantes de Psicologia) vai rolar dos dias 25 a 30 de julho em
Belém/PA. O evento é organizado pela Coordenação Nacional de
Estudantes de Psicologia (CONEP), e para mais informações é só entrar
no site: http://eneponline. webnode.com. br
Direito- O Ened (Encontro Nacional de Estudantes de Direito)
acontecerá entre os dias 11 e 18 julho, na capital. O tema do evento,
formulado pela FENED (Federação Nacional de Estudantes de Direito), é
“O direito entre a razão e a sensibilidade” , e o site para mais
informações é www.ened2010. unb.br
Medicina- O Ecem (Encontro Científico de Estudantes de Medicina) é
atualmente um dos eventos estudantis com maior adesão em todo o
Brasil. É promovido pela DENEM (Direção Executiva Nacional dos
Estudantes de Medicina), e acontecera em João Pessoa/PB de 18 a 25 de
julho. O site é www.ecem2010. com.br
Economia- Também em João Pessoa/PB, o ENECO (Encontro Nacional de
Estudantes de Economia) acontecerá entre os dias 25 a 30 de julho, com
o tema “As estruturas do poder e os movimentos sociais- limites e
possibilidades do Estado”. O evento é organizado, entre outros, pela
Federação Nacional dos Estudantes de Economia (FENECO), e tem um site:
www.feneco.org. br/eneco2010
Pedagogia- Em 2010 será realizado o 30º ENEPe (Encontro Nacional de
Estudantes de Pedagogia), em Brasília/DF, dos dias 17 a 24 de julho. O
tema é “Educação Básica e Práticas Pedagógicas: Relações Possíveis”, e
o blog www.enepebrasilia20 10.com.br/ blog
Educação Física- “As cartas estão na mesa! Na Universidade
precarização, no esporte grande ilusão: Qual a carta na manga?” é o
tema do 31º ENEEF (Encontro Nacional de Estudantes de Educação
Física), que será sediado em Fortaleza/CE, entre os dias 17 e 24 de
julho. Quem organiza o encontro é a ExNEEF (Executiva Nacional de
Estudantes de Educação Física), e o blog é http://eneefceara.
blogspot. com
Letras- O ENEL (Encontro Nacional de Estudantes de Letras) é mais um
dos eventos que acontecerá em João Pessoa/PB, do dia 10 a 17 de julho.
O tema é “Língua, memória e cultura- as raízes do presente”, e o site
http://enel2010. com.br
Geografia- O ENG (Encontro Nacional de Geografia) reúne não só alunos,
mas também professores e pesquisadores. Este ano o evento, que é
organizado pela AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros) ,
acontecerá em Porto Alegre/RS, de 25 a 31 de julho. O site
éwww.agb.org. br/xvieng/ index.php
Biologia- O Encontro nacional de Estudantes de Biologia (ENEB) vai
acontecer em Feira de Santana/BA, entre os dias 15 e 21 de agosto, sob
o tema "Complexidades e Contradições no Mundo a se Transformar: a
formação do sujeito biólogo no olho do furacão". A organização é da
Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio), que criou o site
www.enebio.kinghost .net/eneb2010
História- Acontecerá entre os dias 4 e 10 de setembro o ENEH (Encontro
Nacional de Estudantes de História), em Fortaleza/CE. Quem organiza o
evento é o FEMEH (Federação do Movimento Estudantil de História), e o
tema é “Identidades e memória dos estudantes de história do Brasil”.
Para mais informações, o site é www.eneh2010. com.br
Serviço Social- A famosa frase de Rosa Luxemburgo “Por um mundo onde
sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente
livres” guiará o ENESS (Encontro Nacional de Estudantes de Serviço
Social) deste ano, que acontecerá de 18 a 24 de julho em Teresina/PI.
A Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO) é uma
das organizadoras do evento, e o blog para mais informações
éhttp://enesspiaui20 10.wordpress. com/
Arquitetura- O ENEA (Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura)
vai rolar do dia 10 a 18 de julho, em Uberlândia/MG, com o tema “Homem
X Espaço: escalas da realidade contemporânea” . A responsável pelo
evento é a FENEA (Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura) , e
o site http://www.eneauber landia.faurb. ufu.br/
Enfermagem- A 32ª edição do ENEEn (Encontro Nacional de Estudantes de
Enfermagem) girará em torno do tema “(Re)descobrindo a integralidade:
o papel da enfermagem na transformação social”. O evento terá como
sede a cidade de Recife/PE, e acontecerá entre 18 e 25 de julho. Para
mais informações é só entrar no site da ENEEnf (Executiva Nacional de
Estudantes de Enfermagem), http://eneenf. ning.com
Design- O Encontro nacional do curso, N Design, acontecerá entre os
dias 11 e 18 de julho em Curitiba/PR. O evento é organizado pelo
Conselho Nacional dos Estudantes de Design, e conta com um site mais
do que organizado: http://ndesign. org.br/2010
Agronomia- Organizado pela Federação dos Estudantes de Agronomia do
Brasil (FEAB), o 53º Congresso Nacional de Estudantes de Agronomia
(CONEA) acontecerá em Santa Maria/RS, do dia 25 de julho a 1º de
agosto. O tema deste ano é “As contradições do campo brasileiro e a
necessidade de transformação da universidade” , e para acessar mais
informações, basta entrar no blog da FEAB: http://feab. wordpress. com
Engenharia Florestal- “50 anos de Engenharia Florestal- temos Educação
para repartir esse bolo?” é a questão que guiará o 40º Congresso
Brasileiro dos Estudantes de Engenharia Ambiental, que acontecerá em
Lavras/MG, de 29 de julho a 7 de agosto. Mais informações no blog da
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Ambiental (ABEEA),
que organiza o evento: http://abeef. wordpress. com
Biblioteconomia- O ENEBD (Encontro Nacional de Estudantes de
Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da
Informação) é organizado pela Executiva Nacional dos Estudantes de
Biblioteconomia e Documentação, e esse ano acontecerá em João
Pessoa/PB, dos dias 18 a 24 de julho. O tema do encontro é tão longo
quanto a sigla do evento: “Os Desafios do profissional da informação
frente as tecnologias e os suportes informacionais no século XXI:
lugares de memória para a biblioteconomia” . Mais informações em
http://www.enebd201 0.com.br/ index.html
Fisioterapia- O Encontro Nacional de Acadêmicos de Fisioterapia
(ENAFISIO) ocorrerá em Vila Velha/ES, do dia 17 a 25 de julho. Quem
organiza o evento, que debaterá a “Precarização da educação:
Fisioterapia em movimento por alternativas de transformação social” é
a Executiva Nacional de Estudantes de Fisioterapia (ENEFi). Para saber
mais, acesse http://ena2010. webnode.com. pt
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Carlene
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Socializando Informações.....
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Para nós mulheres.Concurso.....Artigos e redações.
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6º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
REGULAMENTO
CAPÍTULO I – O PRÊMIO
Art. 1o - O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero - concurso de redações e artigos
científicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismos - é uma iniciativa da
Secretaria de Políticas para as Mulheres/Presidência da República, do Ministério da Ciência
e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do
Ministério da Educação, e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.
Art. 2º - O Prêmio tem como objetivos estimular e fortalecer a reflexão critica e a pesquisa
acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres em nosso país,
contemplando suas intercessões com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e
sexualidade no campo dos estudos das relações de gênero, mulheres e feminismos; e
sensibilizar a sociedade para tais questões.
Art. 3o - O Prêmio será atribuído em cinco categorias:
1) Mestre e Estudante de Doutorado
2) Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado
4) Estudante de Graduação
5) Estudante do Ensino Médio
6) Escola Promotora da Igualdade de Gênero
§ 1o - Na categoria “Mestre e Estudante de Doutorado” podem concorrer candidatas(os) que
tenham o título de mestre ou que estejam cursando o doutorado, em instituições de ensino
reconhecidas pela CAPES/MEC.
§ 2o - Na categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” podem concorrer
candidatas(os) que possuem o título de graduado, especialista ou que estejam cursando o
Mestrado, em instituições de ensino reconhecidas pela CAPES/MEC.
§ 3o - Na categoria “Estudante de Graduação” podem concorrer estudantes que estejam
regularmente matriculados em cursos de graduação reconhecidos pelo MEC.
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§ 4o - Na categoria “Estudante do Ensino Médio” podem concorrer estudantes que estejam
regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas reconhecidas pelo MEC e
escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
§ 5° - Na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” podem concorrer escolas
públicas ou privadas reconhecidas pelo MEC que tenham desenvolvido em 2009/2010 ou
que estejam desenvolvendo em 2010 projetos e ações pedagógicas na comunidade escolar
para a promoção da igualdade de gênero.
Nota: As (Os) agraciadas (os) nas edições anteriores, somente poderão candidatar-se
novamente após 3 (três) anos contados a partir da cerimônia de entrega do Prêmio.
Art. 4o - Nas categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Mestre”, “Graduado,
Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” poderão ser premiadas
(os) os 6 (seis) melhores artigos científicos, sendo 2 (duas) premiações para cada categoria.
Art. 5º - Na categoria “Estudante do Ensino Médio”, etapa Unidade da Federação, poderá
ser premiada a melhor redação de cada uma das 27 Unidades da Federação e na etapa
nacional serão selecionadas as 3 (três) melhores redações oriundas da etapa Unidade da
Federação.
Art. 6º - Na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” será premiada, até uma
por região, a escola que tenha desenvolvido em 2009/2010 ou esteja desenvolvendo
experiências – projetos e ações pedagógicas - para a promoção da igualdade de gênero no
ambiente escolar, envolvendo a comunidade escolar
.
Art. 7o – As premiações terão por referência os seguintes valores:
§ 1º - Categoria 1 - “Mestre e Estudante de Doutorado”:
R$ 10 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 2º - Categoria 2 - “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”:
R$ 8 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 3º - Categoria 3 - “Estudante de Graduação”:
R$ 5 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 4º - Categoria 4 - “Estudante do Ensino Médio”:
Etapa Nacional: LAPTOP com sistema operacional LINUX e Open Office instalados e
impressora Multifuncional, para cada um (a) dos(as) 3 (três) candidatos(as)
selecionados(as), no valor estimado de R$ 3.000,00 (três mil reais).
Etapa Unidade da Federação: Computador (CPU, monitor LCD, teclado, mouse, caixa de
som e estabilizador) com sistema operacional LINUX e Open Office instalados, para cada
um (a) dos(as) 24 (vinte e quatro) candidatos(as) selecionados(as), no valor estimado de R$
2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).
§ 5º - Categoria 5 - “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”, até uma por região,
receberá a quantia de R$10 mil, que deve ser, necessariamente, aplicada na ampliação e/ou
fortalecimento de ações para promoção da igualdade de gênero, sendo vedada despesas na
rubrica “capital”.
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I – 12 (doze) meses após a data da cerimônia de entrega do Prêmio, a escola premiada
deverá enviar à Comissão Organizadora do Prêmio, um relatório sintético sobre a aplicação
dos recursos do Prêmio para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM/PR
– Via N1 Leste, s/n, Pavilhão das Metas - Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-
Administrativa – CEP 70.150-908.
II – A Comissão Organizadora do Prêmio analisará o relatório e emitirá parecer à escola.
III – A critério, a Comissão Organizadora poderá realizar visitas in loco às escolas, para
verificar o desenvolvimento dos projetos e ações pedagógicas premiados.
IV – A escola premiada em um ano só poderá concorrer novamente após dois anos da
premiação.
§ 6º - As(os) professoras(es) orientadoras (es) das(os) premiadas(os) das categorias
descritas no Art. 3º, parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º recebem uma assinatura anual da Revista
Estudos Feministas e Cadernos PAGU.
§ 7º - As instituições de ensino e pesquisa e as escolas premiadas das categorias descritas
nos parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º recebem uma assinatura anual da Revista Estudos
Feministas e Cadernos PAGU.
Art. 8o - As (Os) 2 (dois) primeiras(os) selecionadas(os) das categorias “Mestre e Estudante
de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de
Graduação” e as (os) 3 (três) primeiras(os) “Estudante do Ensino Médio” (etapa nacional),
podem receber uma bolsa de estudo do CNPq para desenvolvimento de projeto na
área/tema do Prêmio. A concessão será efetivada caso as (os) agraciadas(os) atendam aos
critérios normativos do CNPq, descritos no endereço:
http://www.cnpq.br/normas/rn_06_017.htm.
§ 1o - Na categoria “Mestre e Estudante de Doutorado” poderão ser concedidas bolsas de
Doutorado, no país, para as (os) agraciadas (os), mediante aprovação nos exames de
seleção das instituições de ensino e pesquisa.
§ 2o - Na categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”, poderão ser
concedidas bolsas de Mestrado, no país, para as (os) agraciadas (os), mediante aprovação
nos exames de seleção das instituições de ensino superior.
§ 3o - Na categoria “Estudante de Graduação”, poderão ser concedidas bolsas de Iniciação
Científica, com vigência de 12 (doze) meses.
§ 4o - Na categoria “Estudante do Ensino Médio”, etapa nacional, poderá ser concedida:
bolsa de Iniciação Científica Júnior, com vigência de 12 (doze) meses. A(o) agraciada(o)
deverá atender às seguintes condições:
a) estar regularmente matriculada(o) no ensino médio ou na educação profissional de
escolas públicas localizadas nos municípios com acesso às universidades ou a instituições
e centros de pesquisa;
b) estar desvinculada(o) do mercado de trabalho;
c) executar o plano de atividades, com dedicação de 10 (dez) horas semanais;
d) apresentar resultados parciais e finais da pesquisa, sob a forma de painéis ou exposição
oral.
Nota: Caso a(o) agraciada(o) conclua o ensino médio até 31 de dezembro de 2010, a(o)
mesma(o) não terá direito à bolsa de iniciação científica em 2011.
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§ 5o - O prazo para o início da utilização desses benefícios (§ 1º, 2º, 3º e 4º) não poderá ser
superior a 12 (doze) meses, contados a partir da data da cerimônia de entrega do referido
prêmio.
CAPÍTULO II - DA INSCRIÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS
Art. 9º - A inscrição terá início no dia 01 de junho e término no dia 15 de setembro de
2010, às 18horas, (horário de Brasília).
§ 1o - Para as categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista
e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” as inscrições devem ser efetuadas
somente por meio eletrônico, no endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br
§ 2o - Para a categoria “Estudante do Ensino Médio” e “Escola Promotora da Igualdade de
Gênero”, as inscrições devem ser efetuadas, preferencialmente, por meio eletrônico, no
endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br ou pelos Correios, para o endereço:
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM/PR – 6º Prêmio Construindo a Igualdade de
Gênero – Via N1 Leste, s/n, Pavilhão das Metas - Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-
Administrativa – Brasília – DF - CEP 70.150-908.
§ 3o - Não serão aceitas inscrições eletrônicas e Correios simultaneamente. A(O)
candidata(o) deverá escolher uma única forma de envio dos documentos exigidos.
Art. 10 - A inscrição incluirá, obrigatoriamente:
§ 1º - Para a categoria “Mestre e Estudante de Doutorado”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes - http://lattes.cnpq.br/index.htm;
c) artigo científico contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino e pesquisa; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 30 páginas, no máximo, sobre o tema proposto.
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
§ 2º - Para a categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes - http://lattes.cnpq.br/index.htm;
c) artigo científico contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino e pesquisa; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 20 páginas, no máximo, sobre o tema proposto.
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
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§ 3º - Para a Categoria “Estudante de Graduação”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/index.htm);
c) artigo científico elaborado pela estudante durante o seu curso de graduação, contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 15 páginas, no máximo, sobre o tema proposto;
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
§ 4º - Para a Categoria “Estudante do Ensino Médio”:
a) ficha de inscrição preenchida;
b) redação com o mínimo de 2 (duas) páginas e o máximo de 4 (quatro) páginas, sobre o
tema proposto contendo:
- título; autor(a); nome e endereço da escola;
- nome do(a) professor(a) que orientou a redação;
-INTRODUÇÃO (início ou começo), DESENVOLVIMENTO (meio ou corpo) e
CONCLUSÃO (fecho ou final).
c) as (os) concorrentes agraciadas (os) com o Prêmio deverão comprovar a matrícula nas
respectivas escolas.
§ 5º - Para a categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”:
a) Ficha de inscrição preenchida
b) Relato de experiência contemplando os seguintes aspectos:
- justificativa (breve descrição do contexto, abrangência territorial, público, dados da
realidade relativa ao trabalho e envolvimento de estudantes, professores e funcionários);
- objetivos (a finalidade do trabalho);
- metodologia (como o trabalho foi desenvolvido – “passo-a-passo”);
- embasamento teórico que orientou o trabalho (citar fontes/referências utilizadas);
- potencial de impacto (mudanças que almeja);
- resultados imediatos (esperados/alcançados);
- perspectivas de continuidade e sustentabilidade do trabalho.
- mínimo de 10 (dez) páginas e máximo de 15 (quinze) páginas, excluindo capa, folha de
rosto, sumário e anexos.
c) Apresentar a documentação comprobatória da realização da experiência que evidencie
sua qualidade e os resultados obtidos, tais como: artigos e matérias publicadas em jornais,
revistas e internet, materiais didáticos produzidos, registro fotográfico e/ou em vídeo, entre
outros. Nesse caso é recomendada a inscrição por meio dos Correios.
Nota: Os trabalhos deverão abordar a experiência da escola no campo da promoção da
igualdade de gênero e do enfrentamento a todas as formas de discriminação – sexual,
racial, étnica, por orientação sexual, enfatizando a gestão democrática da escola e do
ambiente escolar.
Art. 11 - As redações, os relatos de experiência e os artigos científicos necessários para a
inscrição eletrônica (Internet) ou pelo correio devem ser apresentados em arquivo tipo: PDF,
DOC ou RTF com a seguinte formatação: página - tamanho A4; fonte - Times New Roman;
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tamanho da fonte - corpo 12; espaçamento de linhas - 1,5; margens - superior, inferior,
esquerda e direita de 2,5 cm.
§ 1º - As inscrições com dados ou informações incompletas não serão aceitas.
§ 2º - A inscrição efetuada pela(o) candidata(o) na categoria inadequada será eliminada
automaticamente, para fins da inscrição valerá a maior titulação que a/o candidata/o possui.
§ 3º - A ficha de inscrição, o artigo científico e o resumo não poderão sofrer alterações nos
seus respectivos conteúdos após terem sido enviados ao CNPq, por meio eletrônico.
§ 4º - Serão aceitos trabalhos somente em Língua Portuguesa.
§ 5º - Não serão aceitas inscrições enviadas por e-mail (correio eletrônico), em disquetes ou
CD-ROM. As redações não poderão ser manuscritas.
Art. 12 - A documentação enviada após o dia 15/09/2010, para as categorias “Estudante do
Ensino Médio” e “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”, não será aceita. Vale a data
do carimbo dos Correios.
Art. 13 - Em todas as categorias da premiação cada candidata ou candidato poderá
inscrever somente um trabalho e este deverá ser individual.
Art. 14 - A/O candidata(o) que tiver sua inscrição aceita, de acordo com este Regulamento,
receberá um Certificado de Participação encaminhado pela Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres (SPM) até três meses após a divulgação dos resultados.
Art. 15 - A apresentação da inscrição implica a concordância e aceitação de todas as
cláusulas e condições do presente Regulamento por parte da(o) candidata(o).
CAPÍTULO III – DO PROCESSO SELETIVO DOS TRABALHOS
Art. 16 - O CNPq realizará a pré-seleção dos artigos inscritos nas categorias “Mestre e
Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante
de Graduação” considerando os Arts. 2º e 10, e a seleção final das (os) premiadas (os) será
realizada por uma Comissão Julgadora, observando os critérios definidos no Art. 20.
Art 17 - A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o Ministério da Educação, o
Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e o CNPq realizam a préseleção
das redações inscritas na categoria “Estudante do Ensino Médio” e das iniciativas
e/ou experiências inscritas na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”,
considerando os Arts. 2º e 10, e a seleção final das(os) premiadas(os) será realizada por um
comissão julgadora, observando os Arts. 21 e 22.
CAPÍTULO IV - DA COMISSÃO JULGADORA
Art. 18 - A escolha das(os) premiadas(os), etapa nacional, será feita por 2 (duas)
Comissões Julgadoras. Uma comissão destinada às categorias “Mestre e Estudante de
Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação”,
e a outra destinada à categoria Estudante do Ensino Médio e a categoria “Escola Promotora
da Igualdade de Gênero”.
Art. 19 - Cada Comissão Julgadora será composta de 07 (sete) integrantes.
§ 1º - As Comissões Julgadoras serão designadas pelas instituições promotoras.
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§ 2º - As Comissões poderão deliberar com a presença da maioria de seus integrantes,
desde que estejam presentes as (os) respectivas(os) Presidentes.
§ 3º - As Comissões Julgadoras serão preferencialmente constituídas levando em conta a
diversidade regional, as áreas do conhecimento e temática.
CAPÍTULO V - CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
Art. 20 - Os artigos científicos das categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”,
“Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” serão
avaliados pela Comissão Julgadora observando-se os seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Qualidade do texto quanto ao conteúdo e forma de apresentação 25
B Originalidade da abordagem 25
C Contribuição ao conhecimento sobre o assunto 25
D Adequação teórica e metodológica 25
Art. 21 - As redações, da categoria “Estudante do Ensino Médio”, serão analisadas pela
Comissão Julgadora observando-se os seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Qualidade do texto quanto ao conteúdo: tema relevante
problematizado consistentemente
40
B Qualidade do texto quanto à abordagem do tema: originalidade e
criatividade
30
C Qualidade do texto quanto à forma de apresentação: introdução,
desenvolvimento e conclusão objetivos e coesos, estabelecendo
conexões lógicas entre os argumentos
30
Art. 22 - Os relatos de experiências pré-selecionadas da categoria “Escola Promotora da
Igualdade de Gênero” serão avaliados pela Comissão Julgadora observando-se os
seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Apresentação e descrição da experiência; 10
B Clareza e objetividade na exposição 10
C Relevância do trabalho 15
D Criatividade; 15
E Coerência entre os objetivos e os resultados esperados/alcançados 20
F Envolvimento dos(as) estudantes e da comunidade escolar na
concepção e execução do trabalho
20
G Potencial de replicabilidade da experiência em outros contextos 10
Art. 23 - Caso a(o) candidata(o) tenha justificativa e deseje contestar o resultado do
julgamento do seu trabalho, o CNPq e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
receberão o recurso, no prazo de cinco (5) dias úteis a contar da publicação do resultado do
julgamento no site do Prêmio.
8
Nota: O recurso deverá ser dirigido ao CNPq - Serviço de Prêmios - SEPN 507 – Sala 203 –
Brasília – DF – CEP 70740-901 (estudantes de graduação e pós-graduação) e à Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres (estudante do ensino médio), para o endereço
apresentado no Art. 9º.
CAPÍTULO VI – DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
Art. 24 - A divulgação dos resultados ocorrerá até o dia 19/11/2010, no portal do Prêmio, no
endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br
CAPÍTULO VII – CERIMÔNIA DE ENTREGA DO PRÊMIO
Art. 25 - A cerimônia de entrega do 6º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero deverá
ser realizada até o dia 10/12/2010, em Brasília.
§ 1 - Serão convidadas(os) a comparecer na cerimônia de entrega do Prêmio as(os) 2 (dois)
premiadas(os) das categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e
Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação”, as(os) três premiadas(os), da etapa
nacional, da categoria “Estudante do Ensino Médio”; e um representante da “Escola
Promotora da Igualdade de Gênero”, sendo uma por região.
CAPÍTULO VIII - DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Art. 26 - As (Os) concorrentes ao Prêmio concordam com a eventual publicação, pelas
entidades conveniadas, dos trabalhos selecionados, no todo, em parte ou em texto resumido
pelo(a) autor(a), em forma a ser definida, bem como imagens.
Parágrafo Único: As pessoas agraciadas concordam com a divulgação do resultado de
forma apropriada a eventos desta natureza.
Art. 27 - Os promotores do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero não divulgarão
notas, não estabelecerão ranking ou classificação das (os) candidatas (os).
Art. 28 - Os trabalhos e os documentos encaminhados não serão devolvidos.
Art. 29 - As (Os) candidatas(os) serão responsáveis pela veracidade das informações
prestadas.
Art. 30 - Os casos omissos serão resolvidos pelas Comissões Julgadoras, ouvidas as
instituições promotoras.
6º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
REGULAMENTO
CAPÍTULO I – O PRÊMIO
Art. 1o - O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero - concurso de redações e artigos
científicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismos - é uma iniciativa da
Secretaria de Políticas para as Mulheres/Presidência da República, do Ministério da Ciência
e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do
Ministério da Educação, e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.
Art. 2º - O Prêmio tem como objetivos estimular e fortalecer a reflexão critica e a pesquisa
acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres em nosso país,
contemplando suas intercessões com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e
sexualidade no campo dos estudos das relações de gênero, mulheres e feminismos; e
sensibilizar a sociedade para tais questões.
Art. 3o - O Prêmio será atribuído em cinco categorias:
1) Mestre e Estudante de Doutorado
2) Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado
4) Estudante de Graduação
5) Estudante do Ensino Médio
6) Escola Promotora da Igualdade de Gênero
§ 1o - Na categoria “Mestre e Estudante de Doutorado” podem concorrer candidatas(os) que
tenham o título de mestre ou que estejam cursando o doutorado, em instituições de ensino
reconhecidas pela CAPES/MEC.
§ 2o - Na categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” podem concorrer
candidatas(os) que possuem o título de graduado, especialista ou que estejam cursando o
Mestrado, em instituições de ensino reconhecidas pela CAPES/MEC.
§ 3o - Na categoria “Estudante de Graduação” podem concorrer estudantes que estejam
regularmente matriculados em cursos de graduação reconhecidos pelo MEC.
2
§ 4o - Na categoria “Estudante do Ensino Médio” podem concorrer estudantes que estejam
regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas reconhecidas pelo MEC e
escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
§ 5° - Na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” podem concorrer escolas
públicas ou privadas reconhecidas pelo MEC que tenham desenvolvido em 2009/2010 ou
que estejam desenvolvendo em 2010 projetos e ações pedagógicas na comunidade escolar
para a promoção da igualdade de gênero.
Nota: As (Os) agraciadas (os) nas edições anteriores, somente poderão candidatar-se
novamente após 3 (três) anos contados a partir da cerimônia de entrega do Prêmio.
Art. 4o - Nas categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Mestre”, “Graduado,
Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” poderão ser premiadas
(os) os 6 (seis) melhores artigos científicos, sendo 2 (duas) premiações para cada categoria.
Art. 5º - Na categoria “Estudante do Ensino Médio”, etapa Unidade da Federação, poderá
ser premiada a melhor redação de cada uma das 27 Unidades da Federação e na etapa
nacional serão selecionadas as 3 (três) melhores redações oriundas da etapa Unidade da
Federação.
Art. 6º - Na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” será premiada, até uma
por região, a escola que tenha desenvolvido em 2009/2010 ou esteja desenvolvendo
experiências – projetos e ações pedagógicas - para a promoção da igualdade de gênero no
ambiente escolar, envolvendo a comunidade escolar
.
Art. 7o – As premiações terão por referência os seguintes valores:
§ 1º - Categoria 1 - “Mestre e Estudante de Doutorado”:
R$ 10 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 2º - Categoria 2 - “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”:
R$ 8 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 3º - Categoria 3 - “Estudante de Graduação”:
R$ 5 mil para cada um(a) das(os) 2 (dois) candidatas(os) selecionadas(os).
§ 4º - Categoria 4 - “Estudante do Ensino Médio”:
Etapa Nacional: LAPTOP com sistema operacional LINUX e Open Office instalados e
impressora Multifuncional, para cada um (a) dos(as) 3 (três) candidatos(as)
selecionados(as), no valor estimado de R$ 3.000,00 (três mil reais).
Etapa Unidade da Federação: Computador (CPU, monitor LCD, teclado, mouse, caixa de
som e estabilizador) com sistema operacional LINUX e Open Office instalados, para cada
um (a) dos(as) 24 (vinte e quatro) candidatos(as) selecionados(as), no valor estimado de R$
2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).
§ 5º - Categoria 5 - “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”, até uma por região,
receberá a quantia de R$10 mil, que deve ser, necessariamente, aplicada na ampliação e/ou
fortalecimento de ações para promoção da igualdade de gênero, sendo vedada despesas na
rubrica “capital”.
3
I – 12 (doze) meses após a data da cerimônia de entrega do Prêmio, a escola premiada
deverá enviar à Comissão Organizadora do Prêmio, um relatório sintético sobre a aplicação
dos recursos do Prêmio para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM/PR
– Via N1 Leste, s/n, Pavilhão das Metas - Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-
Administrativa – CEP 70.150-908.
II – A Comissão Organizadora do Prêmio analisará o relatório e emitirá parecer à escola.
III – A critério, a Comissão Organizadora poderá realizar visitas in loco às escolas, para
verificar o desenvolvimento dos projetos e ações pedagógicas premiados.
IV – A escola premiada em um ano só poderá concorrer novamente após dois anos da
premiação.
§ 6º - As(os) professoras(es) orientadoras (es) das(os) premiadas(os) das categorias
descritas no Art. 3º, parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º recebem uma assinatura anual da Revista
Estudos Feministas e Cadernos PAGU.
§ 7º - As instituições de ensino e pesquisa e as escolas premiadas das categorias descritas
nos parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º recebem uma assinatura anual da Revista Estudos
Feministas e Cadernos PAGU.
Art. 8o - As (Os) 2 (dois) primeiras(os) selecionadas(os) das categorias “Mestre e Estudante
de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de
Graduação” e as (os) 3 (três) primeiras(os) “Estudante do Ensino Médio” (etapa nacional),
podem receber uma bolsa de estudo do CNPq para desenvolvimento de projeto na
área/tema do Prêmio. A concessão será efetivada caso as (os) agraciadas(os) atendam aos
critérios normativos do CNPq, descritos no endereço:
http://www.cnpq.br/normas/rn_06_017.htm.
§ 1o - Na categoria “Mestre e Estudante de Doutorado” poderão ser concedidas bolsas de
Doutorado, no país, para as (os) agraciadas (os), mediante aprovação nos exames de
seleção das instituições de ensino e pesquisa.
§ 2o - Na categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”, poderão ser
concedidas bolsas de Mestrado, no país, para as (os) agraciadas (os), mediante aprovação
nos exames de seleção das instituições de ensino superior.
§ 3o - Na categoria “Estudante de Graduação”, poderão ser concedidas bolsas de Iniciação
Científica, com vigência de 12 (doze) meses.
§ 4o - Na categoria “Estudante do Ensino Médio”, etapa nacional, poderá ser concedida:
bolsa de Iniciação Científica Júnior, com vigência de 12 (doze) meses. A(o) agraciada(o)
deverá atender às seguintes condições:
a) estar regularmente matriculada(o) no ensino médio ou na educação profissional de
escolas públicas localizadas nos municípios com acesso às universidades ou a instituições
e centros de pesquisa;
b) estar desvinculada(o) do mercado de trabalho;
c) executar o plano de atividades, com dedicação de 10 (dez) horas semanais;
d) apresentar resultados parciais e finais da pesquisa, sob a forma de painéis ou exposição
oral.
Nota: Caso a(o) agraciada(o) conclua o ensino médio até 31 de dezembro de 2010, a(o)
mesma(o) não terá direito à bolsa de iniciação científica em 2011.
4
§ 5o - O prazo para o início da utilização desses benefícios (§ 1º, 2º, 3º e 4º) não poderá ser
superior a 12 (doze) meses, contados a partir da data da cerimônia de entrega do referido
prêmio.
CAPÍTULO II - DA INSCRIÇÃO E ENTREGA DE DOCUMENTOS
Art. 9º - A inscrição terá início no dia 01 de junho e término no dia 15 de setembro de
2010, às 18horas, (horário de Brasília).
§ 1o - Para as categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista
e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” as inscrições devem ser efetuadas
somente por meio eletrônico, no endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br
§ 2o - Para a categoria “Estudante do Ensino Médio” e “Escola Promotora da Igualdade de
Gênero”, as inscrições devem ser efetuadas, preferencialmente, por meio eletrônico, no
endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br ou pelos Correios, para o endereço:
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM/PR – 6º Prêmio Construindo a Igualdade de
Gênero – Via N1 Leste, s/n, Pavilhão das Metas - Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-
Administrativa – Brasília – DF - CEP 70.150-908.
§ 3o - Não serão aceitas inscrições eletrônicas e Correios simultaneamente. A(O)
candidata(o) deverá escolher uma única forma de envio dos documentos exigidos.
Art. 10 - A inscrição incluirá, obrigatoriamente:
§ 1º - Para a categoria “Mestre e Estudante de Doutorado”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes - http://lattes.cnpq.br/index.htm;
c) artigo científico contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino e pesquisa; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 30 páginas, no máximo, sobre o tema proposto.
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
§ 2º - Para a categoria “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes - http://lattes.cnpq.br/index.htm;
c) artigo científico contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino e pesquisa; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 20 páginas, no máximo, sobre o tema proposto.
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
5
§ 3º - Para a Categoria “Estudante de Graduação”
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/index.htm);
c) artigo científico elaborado pela estudante durante o seu curso de graduação, contendo:
- título; autor(a); instituição de ensino; e professor(a)-orientador(a);
- introdução, objetivos, metodologia, resultados da pesquisa e discussão, conclusões e
referências bibliográficas;
- 15 páginas, no máximo, sobre o tema proposto;
d) resumo do artigo científico que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo
necessariamente: nome da(o) candidata(o); título do trabalho; instituição de ensino e
pesquisa; e nome do professor(a)-orientador(a; identificando as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
§ 4º - Para a Categoria “Estudante do Ensino Médio”:
a) ficha de inscrição preenchida;
b) redação com o mínimo de 2 (duas) páginas e o máximo de 4 (quatro) páginas, sobre o
tema proposto contendo:
- título; autor(a); nome e endereço da escola;
- nome do(a) professor(a) que orientou a redação;
-INTRODUÇÃO (início ou começo), DESENVOLVIMENTO (meio ou corpo) e
CONCLUSÃO (fecho ou final).
c) as (os) concorrentes agraciadas (os) com o Prêmio deverão comprovar a matrícula nas
respectivas escolas.
§ 5º - Para a categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”:
a) Ficha de inscrição preenchida
b) Relato de experiência contemplando os seguintes aspectos:
- justificativa (breve descrição do contexto, abrangência territorial, público, dados da
realidade relativa ao trabalho e envolvimento de estudantes, professores e funcionários);
- objetivos (a finalidade do trabalho);
- metodologia (como o trabalho foi desenvolvido – “passo-a-passo”);
- embasamento teórico que orientou o trabalho (citar fontes/referências utilizadas);
- potencial de impacto (mudanças que almeja);
- resultados imediatos (esperados/alcançados);
- perspectivas de continuidade e sustentabilidade do trabalho.
- mínimo de 10 (dez) páginas e máximo de 15 (quinze) páginas, excluindo capa, folha de
rosto, sumário e anexos.
c) Apresentar a documentação comprobatória da realização da experiência que evidencie
sua qualidade e os resultados obtidos, tais como: artigos e matérias publicadas em jornais,
revistas e internet, materiais didáticos produzidos, registro fotográfico e/ou em vídeo, entre
outros. Nesse caso é recomendada a inscrição por meio dos Correios.
Nota: Os trabalhos deverão abordar a experiência da escola no campo da promoção da
igualdade de gênero e do enfrentamento a todas as formas de discriminação – sexual,
racial, étnica, por orientação sexual, enfatizando a gestão democrática da escola e do
ambiente escolar.
Art. 11 - As redações, os relatos de experiência e os artigos científicos necessários para a
inscrição eletrônica (Internet) ou pelo correio devem ser apresentados em arquivo tipo: PDF,
DOC ou RTF com a seguinte formatação: página - tamanho A4; fonte - Times New Roman;
6
tamanho da fonte - corpo 12; espaçamento de linhas - 1,5; margens - superior, inferior,
esquerda e direita de 2,5 cm.
§ 1º - As inscrições com dados ou informações incompletas não serão aceitas.
§ 2º - A inscrição efetuada pela(o) candidata(o) na categoria inadequada será eliminada
automaticamente, para fins da inscrição valerá a maior titulação que a/o candidata/o possui.
§ 3º - A ficha de inscrição, o artigo científico e o resumo não poderão sofrer alterações nos
seus respectivos conteúdos após terem sido enviados ao CNPq, por meio eletrônico.
§ 4º - Serão aceitos trabalhos somente em Língua Portuguesa.
§ 5º - Não serão aceitas inscrições enviadas por e-mail (correio eletrônico), em disquetes ou
CD-ROM. As redações não poderão ser manuscritas.
Art. 12 - A documentação enviada após o dia 15/09/2010, para as categorias “Estudante do
Ensino Médio” e “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”, não será aceita. Vale a data
do carimbo dos Correios.
Art. 13 - Em todas as categorias da premiação cada candidata ou candidato poderá
inscrever somente um trabalho e este deverá ser individual.
Art. 14 - A/O candidata(o) que tiver sua inscrição aceita, de acordo com este Regulamento,
receberá um Certificado de Participação encaminhado pela Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres (SPM) até três meses após a divulgação dos resultados.
Art. 15 - A apresentação da inscrição implica a concordância e aceitação de todas as
cláusulas e condições do presente Regulamento por parte da(o) candidata(o).
CAPÍTULO III – DO PROCESSO SELETIVO DOS TRABALHOS
Art. 16 - O CNPq realizará a pré-seleção dos artigos inscritos nas categorias “Mestre e
Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante
de Graduação” considerando os Arts. 2º e 10, e a seleção final das (os) premiadas (os) será
realizada por uma Comissão Julgadora, observando os critérios definidos no Art. 20.
Art 17 - A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o Ministério da Educação, o
Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e o CNPq realizam a préseleção
das redações inscritas na categoria “Estudante do Ensino Médio” e das iniciativas
e/ou experiências inscritas na categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”,
considerando os Arts. 2º e 10, e a seleção final das(os) premiadas(os) será realizada por um
comissão julgadora, observando os Arts. 21 e 22.
CAPÍTULO IV - DA COMISSÃO JULGADORA
Art. 18 - A escolha das(os) premiadas(os), etapa nacional, será feita por 2 (duas)
Comissões Julgadoras. Uma comissão destinada às categorias “Mestre e Estudante de
Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação”,
e a outra destinada à categoria Estudante do Ensino Médio e a categoria “Escola Promotora
da Igualdade de Gênero”.
Art. 19 - Cada Comissão Julgadora será composta de 07 (sete) integrantes.
§ 1º - As Comissões Julgadoras serão designadas pelas instituições promotoras.
7
§ 2º - As Comissões poderão deliberar com a presença da maioria de seus integrantes,
desde que estejam presentes as (os) respectivas(os) Presidentes.
§ 3º - As Comissões Julgadoras serão preferencialmente constituídas levando em conta a
diversidade regional, as áreas do conhecimento e temática.
CAPÍTULO V - CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
Art. 20 - Os artigos científicos das categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”,
“Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação” serão
avaliados pela Comissão Julgadora observando-se os seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Qualidade do texto quanto ao conteúdo e forma de apresentação 25
B Originalidade da abordagem 25
C Contribuição ao conhecimento sobre o assunto 25
D Adequação teórica e metodológica 25
Art. 21 - As redações, da categoria “Estudante do Ensino Médio”, serão analisadas pela
Comissão Julgadora observando-se os seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Qualidade do texto quanto ao conteúdo: tema relevante
problematizado consistentemente
40
B Qualidade do texto quanto à abordagem do tema: originalidade e
criatividade
30
C Qualidade do texto quanto à forma de apresentação: introdução,
desenvolvimento e conclusão objetivos e coesos, estabelecendo
conexões lógicas entre os argumentos
30
Art. 22 - Os relatos de experiências pré-selecionadas da categoria “Escola Promotora da
Igualdade de Gênero” serão avaliados pela Comissão Julgadora observando-se os
seguintes critérios:
Critérios Pontuação
A Apresentação e descrição da experiência; 10
B Clareza e objetividade na exposição 10
C Relevância do trabalho 15
D Criatividade; 15
E Coerência entre os objetivos e os resultados esperados/alcançados 20
F Envolvimento dos(as) estudantes e da comunidade escolar na
concepção e execução do trabalho
20
G Potencial de replicabilidade da experiência em outros contextos 10
Art. 23 - Caso a(o) candidata(o) tenha justificativa e deseje contestar o resultado do
julgamento do seu trabalho, o CNPq e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
receberão o recurso, no prazo de cinco (5) dias úteis a contar da publicação do resultado do
julgamento no site do Prêmio.
8
Nota: O recurso deverá ser dirigido ao CNPq - Serviço de Prêmios - SEPN 507 – Sala 203 –
Brasília – DF – CEP 70740-901 (estudantes de graduação e pós-graduação) e à Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres (estudante do ensino médio), para o endereço
apresentado no Art. 9º.
CAPÍTULO VI – DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
Art. 24 - A divulgação dos resultados ocorrerá até o dia 19/11/2010, no portal do Prêmio, no
endereço: www.igualdadedegenero.cnpq.br
CAPÍTULO VII – CERIMÔNIA DE ENTREGA DO PRÊMIO
Art. 25 - A cerimônia de entrega do 6º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero deverá
ser realizada até o dia 10/12/2010, em Brasília.
§ 1 - Serão convidadas(os) a comparecer na cerimônia de entrega do Prêmio as(os) 2 (dois)
premiadas(os) das categorias “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e
Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação”, as(os) três premiadas(os), da etapa
nacional, da categoria “Estudante do Ensino Médio”; e um representante da “Escola
Promotora da Igualdade de Gênero”, sendo uma por região.
CAPÍTULO VIII - DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Art. 26 - As (Os) concorrentes ao Prêmio concordam com a eventual publicação, pelas
entidades conveniadas, dos trabalhos selecionados, no todo, em parte ou em texto resumido
pelo(a) autor(a), em forma a ser definida, bem como imagens.
Parágrafo Único: As pessoas agraciadas concordam com a divulgação do resultado de
forma apropriada a eventos desta natureza.
Art. 27 - Os promotores do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero não divulgarão
notas, não estabelecerão ranking ou classificação das (os) candidatas (os).
Art. 28 - Os trabalhos e os documentos encaminhados não serão devolvidos.
Art. 29 - As (Os) candidatas(os) serão responsáveis pela veracidade das informações
prestadas.
Art. 30 - Os casos omissos serão resolvidos pelas Comissões Julgadoras, ouvidas as
instituições promotoras.
Interessante.IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
África: dinâmicas culturais e literárias
A PUC Minas, a UFMG e a UFOP realizarão, no período de 8 a 11 de
novembro de 2010, na Cidade de Ouro Preto, o IV Encontro de
Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em
continuidade à iniciativa da Universidade Federal Fluminense, que, em
1991, organizou o primeiro evento, seguido pelos encontros sediados
pela USP em 2003 e pela UFRJ em 2007. No IV Evento será formalmente
instalada a Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais
Africanos - AFROLIC.
O IV Encontro pretende constituir-se em um fórum de discussão sobre
repertórios culturais pelos quais a África se faz conhecer,
problematizando- os. Intenta rever, sob o signo da diversidade
cultural, conceitos e idéias a partir dos quais o continente é
comumente pensado. Nesse contexto, visa também refletir sobre os
diálogos que a literatura e as outras artes têm promovido com os
horizontes políticos e sociais.
Há na contemporaneidade uma descrença em relação ao futuro do planeta,
associada ao chamado fim das utopias. Daí a necessidade de se
discutirem projetos políticos ligados à questão da nação no domínio da
literatura e das artes em geral.
Os repertórios culturais do continente pensam, com especificidade,
essa questão, que se desdobra em outras. Que proposições e visões de
futuro podem ser percebidas nos textos literários e artísticos em
geral? Como as produções artísticas e críticas buscam responder aos
desafios da contemporaneidade? De que maneira essas questões se
relacionam com propostas de reciclagem das formas artísticas em sua
relação com as novas tecnologias?
Informações:
http://www.pucminas .br/literaturas_ africanas/ index_padrao. php
--
Carlene
África: dinâmicas culturais e literárias
A PUC Minas, a UFMG e a UFOP realizarão, no período de 8 a 11 de
novembro de 2010, na Cidade de Ouro Preto, o IV Encontro de
Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em
continuidade à iniciativa da Universidade Federal Fluminense, que, em
1991, organizou o primeiro evento, seguido pelos encontros sediados
pela USP em 2003 e pela UFRJ em 2007. No IV Evento será formalmente
instalada a Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais
Africanos - AFROLIC.
O IV Encontro pretende constituir-se em um fórum de discussão sobre
repertórios culturais pelos quais a África se faz conhecer,
problematizando- os. Intenta rever, sob o signo da diversidade
cultural, conceitos e idéias a partir dos quais o continente é
comumente pensado. Nesse contexto, visa também refletir sobre os
diálogos que a literatura e as outras artes têm promovido com os
horizontes políticos e sociais.
Há na contemporaneidade uma descrença em relação ao futuro do planeta,
associada ao chamado fim das utopias. Daí a necessidade de se
discutirem projetos políticos ligados à questão da nação no domínio da
literatura e das artes em geral.
Os repertórios culturais do continente pensam, com especificidade,
essa questão, que se desdobra em outras. Que proposições e visões de
futuro podem ser percebidas nos textos literários e artísticos em
geral? Como as produções artísticas e críticas buscam responder aos
desafios da contemporaneidade? De que maneira essas questões se
relacionam com propostas de reciclagem das formas artísticas em sua
relação com as novas tecnologias?
Informações:
http://www.pucminas .br/literaturas_ africanas/ index_padrao. php
--
Carlene
domingo, 11 de julho de 2010
Mais Congressos....
Socializando....
Caro(a) colega,
Entre os dias 12 e 15 de novembro, a Sociedade Brasileira de
História da Ciência estará realizando o 12º Seminário Nacional de
História da Ciência e da Tecnologia e o 7º Congresso da Sociedade
Latino-Americana de História da Ciência e da Tecnologia, em Salvador.
No âmbito do Encontro, estamos organizando o Simpósio Temático sobre
Patrimônio Cultural e Ciência no Brasil. Assim, estamos recebendo
propostas de trabalhos para serem apresentados no Simpósio.
As propostas serão apresentadas em formato de resumo expandido
(mínimo de 2.000 e maximo de 3.000 caracteres com espaços), até o dia
05 de julho, através da própria pagina da SBHC (http://www.sbhc.
org.br/seminario .php).
Os trabalhos selecionad os serão divulgados no dia 25 de julho.
Segue abaixo a descrição do nosso Simpósio. Caso você venha
trabalhando sobre o tema, será muito enriquecedor receber sua proposta
de trabalho. Pedimos também que, por gentileza, divulgue nosso
simpósio para possíveis interessados.
Um abraço,
Robert Wegner
Cristiana Facchinetti
(Pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz)
Simpósio Temático:
Ciência, Técnica e Patrimônio Cultural no Brasil da primeira metade do século XX
Proponentes: Robert Wegner (Casa de Oswaldo Cruz)
Cristiana Facchinetti (Casa de Oswaldo Cruz)
Justificativa:
À medida que avançava o século XX, crescia, no Brasil, a percepção de
que o tempo se acelerava. Tomando-se o caso do movimento modernista,
nota-se que, em suas primeiras manifestações, no ano de 1920,
predominava uma euforia com o crescimento das cidades e com as
inovações técnicas, que apontavam para um novo país. Em seguida, no
decorrer da década de 1920, seus integrantes passam a realizar uma
busca das raízes populares, que poderiam vir a representar a diferença
do país no concerto das nações modernas. Daí em diante há, por assim
dizer, tentativas variadas de conciliar o que há de novo no país com o
que ele carrega de sua história.
Talvez uma das noções mais representativas dessas tentativas de
conciliação seja a de patrimônio cultural, que, como a admitir a
aceleração do tempo e o caráter fáustico da modernidade, defendia a
necessidade de se preservar, em pedra e cal, elementos
representativos, da tradição. Não parece casual, neste sentido, que o
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tenha surgido em
1937, ano da instauração do Estado Novo, sob iniciativa de Gustavo
Capanema, amparando os anseios dos modernistas.
Falando de modo esquemático, pode-se sugerir que, na primeira metade
do século XX, a ciência e a técnica significaram a modernização do
Brasil, que tanto poderia trazer progresso, como a corrosão de
características nacionais. De outro lado, a noção de Patrimônio
Cultural começou a ser desenhada para indicar o que de mais autêntico
o país possuía e que, por isso, necessitava preservar para manter a
identidade.
Objetivo:
O Simpósio Temático tem por objetivo debater trabalhos que apresentem
como diferentes autores perceberam o lugar da ciência e da tecnologia
na história e na cultura brasileira e as pesquisas que tem investido
na história da consolidação da noção de patrimônio cultural como
demarcadora de certa relação com a tradição que, ao cultivá-la,
permitisse estabelecer um terreno apropriado para a modernização.
Neste sentido, o Simpósio pretende refletir sobre as relações que
puderam ser estabelecidas entre ciência, técnica e patrimônio
cultural.
--
Carlene
(83) 8801 6501
Graduanda em Pedagogia - UFPB
Caro(a) colega,
Entre os dias 12 e 15 de novembro, a Sociedade Brasileira de
História da Ciência estará realizando o 12º Seminário Nacional de
História da Ciência e da Tecnologia e o 7º Congresso da Sociedade
Latino-Americana de História da Ciência e da Tecnologia, em Salvador.
No âmbito do Encontro, estamos organizando o Simpósio Temático sobre
Patrimônio Cultural e Ciência no Brasil. Assim, estamos recebendo
propostas de trabalhos para serem apresentados no Simpósio.
As propostas serão apresentadas em formato de resumo expandido
(mínimo de 2.000 e maximo de 3.000 caracteres com espaços), até o dia
05 de julho, através da própria pagina da SBHC (http://www.sbhc.
org.br/seminario .php).
Os trabalhos selecionad os serão divulgados no dia 25 de julho.
Segue abaixo a descrição do nosso Simpósio. Caso você venha
trabalhando sobre o tema, será muito enriquecedor receber sua proposta
de trabalho. Pedimos também que, por gentileza, divulgue nosso
simpósio para possíveis interessados.
Um abraço,
Robert Wegner
Cristiana Facchinetti
(Pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz)
Simpósio Temático:
Ciência, Técnica e Patrimônio Cultural no Brasil da primeira metade do século XX
Proponentes: Robert Wegner (Casa de Oswaldo Cruz)
Cristiana Facchinetti (Casa de Oswaldo Cruz)
Justificativa:
À medida que avançava o século XX, crescia, no Brasil, a percepção de
que o tempo se acelerava. Tomando-se o caso do movimento modernista,
nota-se que, em suas primeiras manifestações, no ano de 1920,
predominava uma euforia com o crescimento das cidades e com as
inovações técnicas, que apontavam para um novo país. Em seguida, no
decorrer da década de 1920, seus integrantes passam a realizar uma
busca das raízes populares, que poderiam vir a representar a diferença
do país no concerto das nações modernas. Daí em diante há, por assim
dizer, tentativas variadas de conciliar o que há de novo no país com o
que ele carrega de sua história.
Talvez uma das noções mais representativas dessas tentativas de
conciliação seja a de patrimônio cultural, que, como a admitir a
aceleração do tempo e o caráter fáustico da modernidade, defendia a
necessidade de se preservar, em pedra e cal, elementos
representativos, da tradição. Não parece casual, neste sentido, que o
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tenha surgido em
1937, ano da instauração do Estado Novo, sob iniciativa de Gustavo
Capanema, amparando os anseios dos modernistas.
Falando de modo esquemático, pode-se sugerir que, na primeira metade
do século XX, a ciência e a técnica significaram a modernização do
Brasil, que tanto poderia trazer progresso, como a corrosão de
características nacionais. De outro lado, a noção de Patrimônio
Cultural começou a ser desenhada para indicar o que de mais autêntico
o país possuía e que, por isso, necessitava preservar para manter a
identidade.
Objetivo:
O Simpósio Temático tem por objetivo debater trabalhos que apresentem
como diferentes autores perceberam o lugar da ciência e da tecnologia
na história e na cultura brasileira e as pesquisas que tem investido
na história da consolidação da noção de patrimônio cultural como
demarcadora de certa relação com a tradição que, ao cultivá-la,
permitisse estabelecer um terreno apropriado para a modernização.
Neste sentido, o Simpósio pretende refletir sobre as relações que
puderam ser estabelecidas entre ciência, técnica e patrimônio
cultural.
--
Carlene
(83) 8801 6501
Graduanda em Pedagogia - UFPB
Kabengele Munanga
KABENGELE MUNANGA: A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil.
Fonte: http://umnegro.blogspot.com/2008/05/kabengele-munanga-difcil-tarefa-de.html
PARA O ANTROPÓLOGO Kabengele Munanga, professor-titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, não é fácil definir quem é negro no Brasil. Em entrevista concedida a ESTUDOS AVANÇADOS, no último dia 13 de fevereiro, ele classifica a questão como “problemática”, sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas.“Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política”, afirma.
Kabengele Munanga é atualmente vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nasceu em 19 de novembro de 1942 no antigo Zaire, onde recebeu sua educação primária e secundária. Sua educação superior ocorreu em seu país natal, de 1964 a 1969. Foi o primeiro antropólogo formado na então Université Officielle du Congo, em Ciências Sociais (Antropologia Social e Cultural). No mesmo ano em que se graduou, recebeu uma bolsa do governo belga, como pesquisador no Museu Real da África Central, em Tervuren e como aluno do programa de pós-graduação na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Essa bolsa foi interrompida em 1971, por questões políticas, antes da conclusão de seu doutorado.
Em julho de 1975, veio ao Brasil com uma bolsa da USP, a fim de continuar seus estudos. Defendeu sua tese em 1977. No mesmo ano, voltou a seu país, mas não conseguiu permanecer lá por muito tempo. Regressou ao Brasil em 1979, para trabalhar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em 1980, iniciou a segunda fase de sua carreira na USP. Em 2002, o governo brasileiro concedeu a Kabengele Munanga o diploma de sua admissão na Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador.
Participaram da entrevista com Kabengele Munanga, o editor de ESTUDOS AVANÇADOS, professor Alfredo Bosi, e o editor assistente, jornalista Dario Luis Borelli.
ESTUDOS AVANÇADOS – Quem é negro no Brasil? É um problema de identidadeou de denominação?
Kabengele Munanga – Parece simples definir quem é negro no Brasil. Mas, num país que desenvolveu o desejo de branqueamento, não é fácil apresentar uma definição de quem é negro ou não. Há pessoas negras que introjetaram o ideal de branqueamento e não se consideram como negras. Assim, a questão da identidade do negro é um processo doloroso. Os conceitos de negro e de branco têm um fundamento etno-semântico, político e ideológico, mas não um conteúdo biológico. Politicamente, os que atuam nos movimentos negros organizados qualificam como negra qualquer pessoa que tenha essa aparência. É uma qualificação política que se aproxima da definição norte-americana. Nos EUA não existe pardo, mulato ou mestiço e qualquer descendente de negro pode simplesmente se apresentar como negro. Portanto, por mais que tenha uma aparênciade branco, a pessoa pode se declarar como negro. No contexto atual, no Brasil a questão é problemática, porque, quando se colocam em foco políticas de ações afirmativas – cotas, por exemplo –, o conceito de negro torna-se complexo. Entra em jogo também o conceito de afro-descendente, forjado pelos próprios negros na busca da unidade com os mestiços. Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política. Se um garoto, aparentemente branco, declara-se como negro e reivindicar seus direitos, num caso relacionado com as cotas, não há como contestar. O único jeito é submeter essa pessoa a um teste de DNA. Porém, isso não é aconselhável, porque, seguindo por tal caminho, todos os brasileiros deverão fazer testes. E o mesmo sucederia com afro-descendentes que têm marcadores genéticos europeus, porque muitos de nossos mestiços são euro-descendentes.
ESTUDOS AVANÇADOS – Em face da concessão de cotas para negros, ou para outros segmentos da população que não tiveram a mesma condição de cursar escolas da classe média ou alta, qual a sua posição?
Kabengele Munanga – Por ocasião dos trezentos anos da morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, começamos a discutir essa questão na USP, numa comissão criada pela reitoria. Os movimentos negros, principalmente o Núcleo da Consciência Negra, pleitearam o estabelecimento de cotas em nossa universidade. Contudo, afirmei que não poderíamos discutir o sistema de cotas sem antes fazer uma pesquisa preliminar em países que já têm experiência de cotas, como os EUA, o Canadá, a Austrália ou a Índia. Naquela ocasião, apresentei essa proposta, mas ela não foi levada adiante. No entanto, na base de um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), um órgão do governo federal, conclui-se que realmente há uma grande defasagem na escolaridade dos negros nas universidades brasileiras. Infelizmente, porém, começamos a enfrentar a questão pelas cotas, a partir da decisão do governador Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro, que provocou uma confusão muito grande, quando estabeleceu cotas nas universidades estaduais. No entanto, mesmo num país com tantas desigualdades, as políticas universalistas não resolvem o problema do negro. Para isso precisamos formular políticas específicas contra as desigualdades, mas o caminho não deve ser necessariamente por meio de cotas. Essa discussão, todavia, é importante, porque antes nem se tocava no assunto. Escutei outro dia algo muito positivo quando alguém dizia que deveria haver cotas para pobres. Ora, antes ninguém apresentou esse ponto de vista. O que mais me surpreende é que jamais o movimento negro se disse contrário a cotas para brancos pobres. A questão ainda está mal discutida, sendo formulada num tom passional, tanto pelos negros como pelos intelectuais. A questão não é a existência ou não das cotas. O fundamental é aumentar o contingente negro no ensino superior deboa qualidade, descobrindo os caminhos para que isso aconteça. Para mim, as cotas são uma medida transitória, para acelerar o processo. No entanto, julgo que não somente os negros, mas também os brancos pobres têm o direito às cotas. Se as cotas forem adotadas, devem ser cruzados critérios econômicos com critérios étnicos. Porque meus filhos não precisam de cotas, assim como outros negros da classe média.
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. iniciou suas declarações dando uma opinião contra as cotas, mas agora aponta para o problema da urgência. As cotas aparecem como uma medida de urgência?
Kabengele Munanga – Sim. Ao menos que o país diga que tem hoje uma outra proposta emergencial melhor, que não abra mão de uma política universalista com vistas ao aperfeiçoamento do nível do ensino básico. É bom lembrar que a escola pública já apresentou melhor qualidade, mas o negro e o pobre não entravam nela.Melhorar a escola pública
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. acha que a médio prazo a alternativa seria uma transformação mais profun da do ensino básico e secundário? Um número considerável de alunos negros faz o segundo grau em escolas públicas. Não falo deles como negros, mas sim como pobres. Será que as cotas não resolvem o problema porque o enfrentam no fim da linha, em vez de atacá-lo no começo?
Kabengele Munanga – Sim. Porém, vivo aqui há 28 anos e desde que cheguei escuto esse discurso. Mas nunca vi luta política e social alguma para a melhoria da escola pública. Só há o discurso. Mas o que fazer com a vítima? Esperar que isso aconteça por milagre, ou pressionar a sociedade através de uma proposta: como pelo menos cuidar da escola pública? A dúvida que tenho é a seguinte: num país onde a privatização do ensino é cada vez maior e no qual o lobby das escolas particulares é tão forte, só posso antever uma melhoria a longo prazo. Lembro-me de que o primeiro processo contra as propostas de cotas no Rio de Janeiro veio do sindicato das escolas privadas. Devido a essa tendência para a privatização das escolas públicas, não acredito numa rápida melhoria delas. A desigualdade social que existe há quatrocentos anos não pode ser resolvida por meio de políticas universalistas. É preciso, portanto, traçar políticas específicas para se encontrar uma solução. A discriminação racial A palavra “social” incomoda-me muito. Quando dizem que a questão do negro é uma questão social, o que quer dizer “social”? As relações de gênero são uma questão social; a discriminação contra o portador de deficiência é uma questão social; a discriminação contra o negro é uma questão social. Ora, o social tem nome e endereço. Não podemos diluir, retirar o nome, a religião e o sexo e aplicar uma solução química. O problema social tem de ser atacado especificamente. A discriminação racial precisa ser urgentemente enfrentada. Nós, negros, também temos problemas de alienação de nossa personalidade. Muitas vezes trabalhamos o problema na ponta do iceberg que é visível. Mas a base desse iceberg deixa de ser trabalhada. Estou aqui, como disse, há 28 anos. Vou a restaurantes utilizados pela classe média e a centros de alimentação nos shoppings. Encontro famílias brancas comendo (homem, mulher e filhos), mas dificilmente estão ali famílias negras. Há uma classe média negra, mas que se autodiscrimina e que é também discriminada. Desafio vocês a me dizerem que encontraram quatro famílias negras em cinco restaurantes de classe média em São Paulo. Vejamos o meu caso: em meu segundo casamento (que é interracial) percebia aquelas “olhadas” – mulher branca, filhos negros do primeiro casamento e filhos mestiços do segundo. Ninguém me expulsava desses lugares, mas eu via as “olhadas”...
ESTUDOS AVANÇADOS – A USP está completando setenta anos e gostaria que o sr. falasse sobre as principais linhas de pesquisa sobre gênero e raça na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Kabengele Munanga – Até onde eu saiba não há uma linha de pesquisa sobre gênero e raça. Há um núcleo de estudo da mulher, dirigido pela professora Eva Blay. De vez em quando ela convida alguma jovem pesquisadora negra. Talvez exista uma explicação histórica para isso, porque normalmente quem estuda esse tema são as mulheres. Mas, não temos professoras negras de sociologia ou de antropologia na Universidade de São Paulo. Entrei nela em 1980, como professor, e nunca mais houve um outro professor negro no Departamento. Lembro-me do dia em que Florestan Fernandes recebeu o título de professor emérito e eu estava na fila para cumprimentá-lo. Eu não sabia que ele me conhecia. Por isso assustei-me quando ele me disse que estava muito contente com a minha presença naquela solenidade. Pois fora informado de que ali estava um negro que nem era brasileiro. Um antropólogo em dois mundos
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. poderia descrever um pouco sua trajetória até chegar no Brasil?
Kabengele Munanga – Nasci no antigo Zaire, que hoje se chama República Democrática do Congo, numa aldeia no centro do país. Estudei num colégio interno de jesuítas e fiz graduação em Antropologia. Aliás, fui o primeiro antropólogo formado naquela universidade e o único aluno que teve aulas com professores franceses, belgas e americanos convidados, pois não havia ainda professores africanos na Universidade quando eu entrei Lá, nós acabávamos a graduação com um tipo de dissertação que se chamava Mémoire. O sistema belga dava o direito de se entrar diretamente no doutorado. Em razão disso, comecei o doutorado em Louvain, na Bélgica, em 1969. Dois anos depois, voltei para pesquisas de campo. Mas houve complicações políticas. Cortaram a bolsa e não pude fazer mais nada. Por coincidência, encontrei no Congo, em 1973, o professor Fernando Mourão, que ali estava realizando palestras sobre as contribuições africanas para a cultura brasileira. Conversamos e ele me disse que a USP possuía um projeto de cooperação com as universidades africanas e que nela eu poderia completar o doutorado. Cheguei aqui em 1975 e me inscrevi no doutorado, sob a orientação do professor João Batista Borges Pereira. Como eu estava bastante adiantado, em dois anos defendi minha tese. Trabalhei sobre o processo de mudanças socioeconômicas numa comunidade no sul do Congo. Voltei correndo à militância para colocar meus conhecimentos à disposição de meu país. Mas quando cheguei lá, tive de fugir para o Brasil. Quando houve a independência do meu país, o antigo Zaire (em 30 de junho de 1960), eu estava com dezoito anos. A Faculdade foi criada pela Bélgica, seis anos antes da independência, em conseqüência de pressões internacionais. Fui alfabetizado na minha língua materna, mas no fim do primeiro grau começou o ensino em francês. O resto do curso foi em francês. Isso porque, com mais de duzentas línguas, não era possível escolher uma para ser a língua nacional. Todos os alfabetizados falam francês.
ESTUDOS AVANÇADOS – Alguma dessas línguas africanas é hegemônica?
Kabengele Munanga – O suahili que é uma língua falada em muitos países africanos, em parte do Zaire, Tanzânia, Burundi, Quênia e Uganda.
ESTUDOS AVANÇADOS – Suahili tem alguma coisa a ver com o árabe?
Kabengele Munanga – Cerca de vinte por cento do vocabulário, porque desde a Antigüidade os árabes tiveram muita influência no continente, a partir do oceano Índico, além de terem sido responsáveis pelo tráfico oriental e transaariano (entre os anos de 600-1600). Mas a estrutura da língua é totalmente bantu (africana).
POSTADO POR FÁBIO SENA ÀS 08:38
Fonte: http://umnegro.blogspot.com/2008/05/kabengele-munanga-difcil-tarefa-de.html
PARA O ANTROPÓLOGO Kabengele Munanga, professor-titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, não é fácil definir quem é negro no Brasil. Em entrevista concedida a ESTUDOS AVANÇADOS, no último dia 13 de fevereiro, ele classifica a questão como “problemática”, sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas.“Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política”, afirma.
Kabengele Munanga é atualmente vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nasceu em 19 de novembro de 1942 no antigo Zaire, onde recebeu sua educação primária e secundária. Sua educação superior ocorreu em seu país natal, de 1964 a 1969. Foi o primeiro antropólogo formado na então Université Officielle du Congo, em Ciências Sociais (Antropologia Social e Cultural). No mesmo ano em que se graduou, recebeu uma bolsa do governo belga, como pesquisador no Museu Real da África Central, em Tervuren e como aluno do programa de pós-graduação na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Essa bolsa foi interrompida em 1971, por questões políticas, antes da conclusão de seu doutorado.
Em julho de 1975, veio ao Brasil com uma bolsa da USP, a fim de continuar seus estudos. Defendeu sua tese em 1977. No mesmo ano, voltou a seu país, mas não conseguiu permanecer lá por muito tempo. Regressou ao Brasil em 1979, para trabalhar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em 1980, iniciou a segunda fase de sua carreira na USP. Em 2002, o governo brasileiro concedeu a Kabengele Munanga o diploma de sua admissão na Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador.
Participaram da entrevista com Kabengele Munanga, o editor de ESTUDOS AVANÇADOS, professor Alfredo Bosi, e o editor assistente, jornalista Dario Luis Borelli.
ESTUDOS AVANÇADOS – Quem é negro no Brasil? É um problema de identidadeou de denominação?
Kabengele Munanga – Parece simples definir quem é negro no Brasil. Mas, num país que desenvolveu o desejo de branqueamento, não é fácil apresentar uma definição de quem é negro ou não. Há pessoas negras que introjetaram o ideal de branqueamento e não se consideram como negras. Assim, a questão da identidade do negro é um processo doloroso. Os conceitos de negro e de branco têm um fundamento etno-semântico, político e ideológico, mas não um conteúdo biológico. Politicamente, os que atuam nos movimentos negros organizados qualificam como negra qualquer pessoa que tenha essa aparência. É uma qualificação política que se aproxima da definição norte-americana. Nos EUA não existe pardo, mulato ou mestiço e qualquer descendente de negro pode simplesmente se apresentar como negro. Portanto, por mais que tenha uma aparênciade branco, a pessoa pode se declarar como negro. No contexto atual, no Brasil a questão é problemática, porque, quando se colocam em foco políticas de ações afirmativas – cotas, por exemplo –, o conceito de negro torna-se complexo. Entra em jogo também o conceito de afro-descendente, forjado pelos próprios negros na busca da unidade com os mestiços. Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política. Se um garoto, aparentemente branco, declara-se como negro e reivindicar seus direitos, num caso relacionado com as cotas, não há como contestar. O único jeito é submeter essa pessoa a um teste de DNA. Porém, isso não é aconselhável, porque, seguindo por tal caminho, todos os brasileiros deverão fazer testes. E o mesmo sucederia com afro-descendentes que têm marcadores genéticos europeus, porque muitos de nossos mestiços são euro-descendentes.
ESTUDOS AVANÇADOS – Em face da concessão de cotas para negros, ou para outros segmentos da população que não tiveram a mesma condição de cursar escolas da classe média ou alta, qual a sua posição?
Kabengele Munanga – Por ocasião dos trezentos anos da morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, começamos a discutir essa questão na USP, numa comissão criada pela reitoria. Os movimentos negros, principalmente o Núcleo da Consciência Negra, pleitearam o estabelecimento de cotas em nossa universidade. Contudo, afirmei que não poderíamos discutir o sistema de cotas sem antes fazer uma pesquisa preliminar em países que já têm experiência de cotas, como os EUA, o Canadá, a Austrália ou a Índia. Naquela ocasião, apresentei essa proposta, mas ela não foi levada adiante. No entanto, na base de um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), um órgão do governo federal, conclui-se que realmente há uma grande defasagem na escolaridade dos negros nas universidades brasileiras. Infelizmente, porém, começamos a enfrentar a questão pelas cotas, a partir da decisão do governador Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro, que provocou uma confusão muito grande, quando estabeleceu cotas nas universidades estaduais. No entanto, mesmo num país com tantas desigualdades, as políticas universalistas não resolvem o problema do negro. Para isso precisamos formular políticas específicas contra as desigualdades, mas o caminho não deve ser necessariamente por meio de cotas. Essa discussão, todavia, é importante, porque antes nem se tocava no assunto. Escutei outro dia algo muito positivo quando alguém dizia que deveria haver cotas para pobres. Ora, antes ninguém apresentou esse ponto de vista. O que mais me surpreende é que jamais o movimento negro se disse contrário a cotas para brancos pobres. A questão ainda está mal discutida, sendo formulada num tom passional, tanto pelos negros como pelos intelectuais. A questão não é a existência ou não das cotas. O fundamental é aumentar o contingente negro no ensino superior deboa qualidade, descobrindo os caminhos para que isso aconteça. Para mim, as cotas são uma medida transitória, para acelerar o processo. No entanto, julgo que não somente os negros, mas também os brancos pobres têm o direito às cotas. Se as cotas forem adotadas, devem ser cruzados critérios econômicos com critérios étnicos. Porque meus filhos não precisam de cotas, assim como outros negros da classe média.
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. iniciou suas declarações dando uma opinião contra as cotas, mas agora aponta para o problema da urgência. As cotas aparecem como uma medida de urgência?
Kabengele Munanga – Sim. Ao menos que o país diga que tem hoje uma outra proposta emergencial melhor, que não abra mão de uma política universalista com vistas ao aperfeiçoamento do nível do ensino básico. É bom lembrar que a escola pública já apresentou melhor qualidade, mas o negro e o pobre não entravam nela.Melhorar a escola pública
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. acha que a médio prazo a alternativa seria uma transformação mais profun da do ensino básico e secundário? Um número considerável de alunos negros faz o segundo grau em escolas públicas. Não falo deles como negros, mas sim como pobres. Será que as cotas não resolvem o problema porque o enfrentam no fim da linha, em vez de atacá-lo no começo?
Kabengele Munanga – Sim. Porém, vivo aqui há 28 anos e desde que cheguei escuto esse discurso. Mas nunca vi luta política e social alguma para a melhoria da escola pública. Só há o discurso. Mas o que fazer com a vítima? Esperar que isso aconteça por milagre, ou pressionar a sociedade através de uma proposta: como pelo menos cuidar da escola pública? A dúvida que tenho é a seguinte: num país onde a privatização do ensino é cada vez maior e no qual o lobby das escolas particulares é tão forte, só posso antever uma melhoria a longo prazo. Lembro-me de que o primeiro processo contra as propostas de cotas no Rio de Janeiro veio do sindicato das escolas privadas. Devido a essa tendência para a privatização das escolas públicas, não acredito numa rápida melhoria delas. A desigualdade social que existe há quatrocentos anos não pode ser resolvida por meio de políticas universalistas. É preciso, portanto, traçar políticas específicas para se encontrar uma solução. A discriminação racial A palavra “social” incomoda-me muito. Quando dizem que a questão do negro é uma questão social, o que quer dizer “social”? As relações de gênero são uma questão social; a discriminação contra o portador de deficiência é uma questão social; a discriminação contra o negro é uma questão social. Ora, o social tem nome e endereço. Não podemos diluir, retirar o nome, a religião e o sexo e aplicar uma solução química. O problema social tem de ser atacado especificamente. A discriminação racial precisa ser urgentemente enfrentada. Nós, negros, também temos problemas de alienação de nossa personalidade. Muitas vezes trabalhamos o problema na ponta do iceberg que é visível. Mas a base desse iceberg deixa de ser trabalhada. Estou aqui, como disse, há 28 anos. Vou a restaurantes utilizados pela classe média e a centros de alimentação nos shoppings. Encontro famílias brancas comendo (homem, mulher e filhos), mas dificilmente estão ali famílias negras. Há uma classe média negra, mas que se autodiscrimina e que é também discriminada. Desafio vocês a me dizerem que encontraram quatro famílias negras em cinco restaurantes de classe média em São Paulo. Vejamos o meu caso: em meu segundo casamento (que é interracial) percebia aquelas “olhadas” – mulher branca, filhos negros do primeiro casamento e filhos mestiços do segundo. Ninguém me expulsava desses lugares, mas eu via as “olhadas”...
ESTUDOS AVANÇADOS – A USP está completando setenta anos e gostaria que o sr. falasse sobre as principais linhas de pesquisa sobre gênero e raça na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Kabengele Munanga – Até onde eu saiba não há uma linha de pesquisa sobre gênero e raça. Há um núcleo de estudo da mulher, dirigido pela professora Eva Blay. De vez em quando ela convida alguma jovem pesquisadora negra. Talvez exista uma explicação histórica para isso, porque normalmente quem estuda esse tema são as mulheres. Mas, não temos professoras negras de sociologia ou de antropologia na Universidade de São Paulo. Entrei nela em 1980, como professor, e nunca mais houve um outro professor negro no Departamento. Lembro-me do dia em que Florestan Fernandes recebeu o título de professor emérito e eu estava na fila para cumprimentá-lo. Eu não sabia que ele me conhecia. Por isso assustei-me quando ele me disse que estava muito contente com a minha presença naquela solenidade. Pois fora informado de que ali estava um negro que nem era brasileiro. Um antropólogo em dois mundos
ESTUDOS AVANÇADOS – O sr. poderia descrever um pouco sua trajetória até chegar no Brasil?
Kabengele Munanga – Nasci no antigo Zaire, que hoje se chama República Democrática do Congo, numa aldeia no centro do país. Estudei num colégio interno de jesuítas e fiz graduação em Antropologia. Aliás, fui o primeiro antropólogo formado naquela universidade e o único aluno que teve aulas com professores franceses, belgas e americanos convidados, pois não havia ainda professores africanos na Universidade quando eu entrei Lá, nós acabávamos a graduação com um tipo de dissertação que se chamava Mémoire. O sistema belga dava o direito de se entrar diretamente no doutorado. Em razão disso, comecei o doutorado em Louvain, na Bélgica, em 1969. Dois anos depois, voltei para pesquisas de campo. Mas houve complicações políticas. Cortaram a bolsa e não pude fazer mais nada. Por coincidência, encontrei no Congo, em 1973, o professor Fernando Mourão, que ali estava realizando palestras sobre as contribuições africanas para a cultura brasileira. Conversamos e ele me disse que a USP possuía um projeto de cooperação com as universidades africanas e que nela eu poderia completar o doutorado. Cheguei aqui em 1975 e me inscrevi no doutorado, sob a orientação do professor João Batista Borges Pereira. Como eu estava bastante adiantado, em dois anos defendi minha tese. Trabalhei sobre o processo de mudanças socioeconômicas numa comunidade no sul do Congo. Voltei correndo à militância para colocar meus conhecimentos à disposição de meu país. Mas quando cheguei lá, tive de fugir para o Brasil. Quando houve a independência do meu país, o antigo Zaire (em 30 de junho de 1960), eu estava com dezoito anos. A Faculdade foi criada pela Bélgica, seis anos antes da independência, em conseqüência de pressões internacionais. Fui alfabetizado na minha língua materna, mas no fim do primeiro grau começou o ensino em francês. O resto do curso foi em francês. Isso porque, com mais de duzentas línguas, não era possível escolher uma para ser a língua nacional. Todos os alfabetizados falam francês.
ESTUDOS AVANÇADOS – Alguma dessas línguas africanas é hegemônica?
Kabengele Munanga – O suahili que é uma língua falada em muitos países africanos, em parte do Zaire, Tanzânia, Burundi, Quênia e Uganda.
ESTUDOS AVANÇADOS – Suahili tem alguma coisa a ver com o árabe?
Kabengele Munanga – Cerca de vinte por cento do vocabulário, porque desde a Antigüidade os árabes tiveram muita influência no continente, a partir do oceano Índico, além de terem sido responsáveis pelo tráfico oriental e transaariano (entre os anos de 600-1600). Mas a estrutura da língua é totalmente bantu (africana).
POSTADO POR FÁBIO SENA ÀS 08:38
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Maravilhoso!!!! I Congresso Internacional da Cátedra Unesco de Educação de Jovens e Adultos.Aqui em João Pessoa-PB. A programação!!!!
CONFERÊNCIAS, MESAS REDONDAS (MR) e GRUPOS DE DEBATES (GD)
DIA 20/07/2010 (Terça-feira)
14h/18h – Credenciamento
19h – Abertura oficial (Cerimonial da UFPB)
20h – Conferência – Boaventura de Sousa Santos (Univ. de Coimbra/Portugal)
21h – Atividades culturais
DIA 21/07/2010 (Quarta-feira)
8h/10h - MR1 – Estado e políticas públicas de EJA
André Lazaro (SECAD/MEC/Brasil)
Mariano Jabonero (OEI/Espanha)
Jorge Camors (Uruguai)
Luiza Grilo (Angola)
10h/12h - GD1 – Cátedras da UNESCO: atualidade e perspectivas
Paolo Fontani (UNESCO)
Luiz Antonio Coelho (Cátedra UNESCO de Leitura, PUC-Rio/Brasil)
Rosa Pinheiro (Cátedra/UFRN/Brasil)
8h/10h - MR2 - Inclusão, diversidade e direitos humanos
Paolo Fontana (UNESCO)
Gersem Luciano (SECAD/MEC/Brasil)
Lúcia Guerra (UFPB/Brasil)
Felipe Paquet (MEC/São Tomé Príncipe)
Timothy Ireland (Cátedra/UFPB/UNESCO/Brasil)
10h/12h - GD2 – EJA no sistema prisional
Roberto da Silva (USP/Brasil)
Carlos Teixeira (SECAD/MEC/Brasil)
Regina Miki (Ministério da Justiça/Brasil)
Rosângela Peixoto Santa Rita (Ministério da Justiça/Brasil)
8h/10h - MR3 – História e tempo presente da EJA
Osmar Fávero (UFF/Brasil)
Leôncio Soares (UFMG/Brasil)
Alberto Melo (Portugal)
Afonso Scocuglia (Cátedra/UFPB/Brasil)
10h/12h - GD3 – Centros de Referência de EJA
Osmar Fávero (UFF/Brasil)/Jane Paiva (UERJ/Brasil)
Margarida Machado (UFG/Brasil)
Afonso Scocuglia/Rosa Pinheiro/Walter Pinheiro/Eliane Dayse/Tânia Moura
Tânia Melo (SECAD/MEC/Brasil)
13h30min – Atividades Culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h – Lançamentos de Livros + Sessão de Pôsteres
DIA 22/07/2010 (Quinta-feira)
MR4 – Alfabetização de jovens e adultos
Vera Masagão (Ação Educativa/Brasil)
Maria Clara di Pierro (USP/Brasil)
José Eustáquio Romão (Instituto Paulo Freire/Brasil)
Mauro Silva (SECAD/MEC)
GD4 – Paulo Freire na EJA
José Eustáquio Romão (Instituto Paulo Freire/Brasil)
Florenço Varela (Cabo Verde)
Carlos Rodrigues Brandão (UNICAMP/Brasil)
Maria Eliete Santiago (Cátedra/UFPE/Brasil)
8h/10h - MR5 – Sociedade civil e EJA
Sérgio Haddad (Ação Educativa/Brasil)
Marie-Noëlle Rodriguez (Ciep, França)
Roberto da Silva (USP/Brasil)
Marco Mejía (Colômbia)
10/12h - GD5 – Cooperação Internacional no campo da EJA
Representantes do CREFAL, CEAAL, ICAE, UNESCO, Cátedra, SECAD, África (CPLP), OEI, Universidades, ONGs e outras instituições.
8h/10h - MR6 – Trabalho e EJA
Alberto Melo (Portugal)
Maria de Jesus Avirzo (México)
Florenço Varela (Cabo Verde)
Jorge Camors (Uruguai)
10h/12h - GD6 – Educação no campo
Eliane Dayse (Cátedra/UFC/Brasil)
Maria Clara di Pierro (USP/Brasil)
Severino Silva (Cátedra/UFPB/Brasil)
Socorro Xavier (Cátedra/UFPB/Brasil)
13h30min – Atividades Culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h – Lançamentos de documentos da EJA + Sessão de Pôsteres
19h – Atividades Culturais
DIA 23/07/2010 (Sexta-feira)
8h/10h – MR7 – Formação de Educadores de Jovens e Adultos
Tânia Moura (Cátedra/UFAL/Brasil)
Margarida Machado (UFG/Brasil)
Ernesto Muianga (Moçambique)
Bettina Bochynek (UNESCO, Institute for Lifelong Learning/Alemanha)
10h/12h – GD7 – TICs, EAD e EJA
Edna Brennand (UFPB/Brasil)
Mariana Raposo (Brasil)
Maria Luiza Angelim (UnB/Brasil)
MR8 – Avaliação e indicadores de EJA
Jorge Teles (SECAD/MEC/Brasil)
Neroaldo Pontes (UFPB/Brasil)
Ernesto Rodrigues (CREFAL/México)
Emília Prestes (Cátedra/UFPB/Brasil)
GD8 – Materiais didáticos e literários na EJA
Paulo Mello (SECAD/MEC/Brasil)
Jane Paiva (UERJ/Brasil)
Roberto Catelli (Ação Educativa/CNAEJA, Brasil)
MR9 – Referenciais teórico-metodológicos de EJA
Carlos Alberto Torres (UCLA/Estados Unidos)
Pedro Pontual (CEAAL/Brasil)
Sérgio Haddad (Ação Educativa/Brasil)
Eliane Andrade Ribeiro (UERJ/Brasil)
GD9 – Saúde, meio-ambiente e desenvolvimento sustentável
Marcos Sorrentino (USP/Brasil)
Eymard Vasconcelos (UFPB/Brasil)
José Batista Neto (Cátedra/UFPE/Brasil)
13h30min – Atividades culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h - Conferência – Carlos Alberto Torres (UCLA/Estados Unidos) + Carlos Rodrigues Brandão (UNICAMP/Brasil)
19h – Sessão de Encerramento (Cátedra UNESCO de EJA)
DIA 20/07/2010 (Terça-feira)
14h/18h – Credenciamento
19h – Abertura oficial (Cerimonial da UFPB)
20h – Conferência – Boaventura de Sousa Santos (Univ. de Coimbra/Portugal)
21h – Atividades culturais
DIA 21/07/2010 (Quarta-feira)
8h/10h - MR1 – Estado e políticas públicas de EJA
André Lazaro (SECAD/MEC/Brasil)
Mariano Jabonero (OEI/Espanha)
Jorge Camors (Uruguai)
Luiza Grilo (Angola)
10h/12h - GD1 – Cátedras da UNESCO: atualidade e perspectivas
Paolo Fontani (UNESCO)
Luiz Antonio Coelho (Cátedra UNESCO de Leitura, PUC-Rio/Brasil)
Rosa Pinheiro (Cátedra/UFRN/Brasil)
8h/10h - MR2 - Inclusão, diversidade e direitos humanos
Paolo Fontana (UNESCO)
Gersem Luciano (SECAD/MEC/Brasil)
Lúcia Guerra (UFPB/Brasil)
Felipe Paquet (MEC/São Tomé Príncipe)
Timothy Ireland (Cátedra/UFPB/UNESCO/Brasil)
10h/12h - GD2 – EJA no sistema prisional
Roberto da Silva (USP/Brasil)
Carlos Teixeira (SECAD/MEC/Brasil)
Regina Miki (Ministério da Justiça/Brasil)
Rosângela Peixoto Santa Rita (Ministério da Justiça/Brasil)
8h/10h - MR3 – História e tempo presente da EJA
Osmar Fávero (UFF/Brasil)
Leôncio Soares (UFMG/Brasil)
Alberto Melo (Portugal)
Afonso Scocuglia (Cátedra/UFPB/Brasil)
10h/12h - GD3 – Centros de Referência de EJA
Osmar Fávero (UFF/Brasil)/Jane Paiva (UERJ/Brasil)
Margarida Machado (UFG/Brasil)
Afonso Scocuglia/Rosa Pinheiro/Walter Pinheiro/Eliane Dayse/Tânia Moura
Tânia Melo (SECAD/MEC/Brasil)
13h30min – Atividades Culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h – Lançamentos de Livros + Sessão de Pôsteres
DIA 22/07/2010 (Quinta-feira)
MR4 – Alfabetização de jovens e adultos
Vera Masagão (Ação Educativa/Brasil)
Maria Clara di Pierro (USP/Brasil)
José Eustáquio Romão (Instituto Paulo Freire/Brasil)
Mauro Silva (SECAD/MEC)
GD4 – Paulo Freire na EJA
José Eustáquio Romão (Instituto Paulo Freire/Brasil)
Florenço Varela (Cabo Verde)
Carlos Rodrigues Brandão (UNICAMP/Brasil)
Maria Eliete Santiago (Cátedra/UFPE/Brasil)
8h/10h - MR5 – Sociedade civil e EJA
Sérgio Haddad (Ação Educativa/Brasil)
Marie-Noëlle Rodriguez (Ciep, França)
Roberto da Silva (USP/Brasil)
Marco Mejía (Colômbia)
10/12h - GD5 – Cooperação Internacional no campo da EJA
Representantes do CREFAL, CEAAL, ICAE, UNESCO, Cátedra, SECAD, África (CPLP), OEI, Universidades, ONGs e outras instituições.
8h/10h - MR6 – Trabalho e EJA
Alberto Melo (Portugal)
Maria de Jesus Avirzo (México)
Florenço Varela (Cabo Verde)
Jorge Camors (Uruguai)
10h/12h - GD6 – Educação no campo
Eliane Dayse (Cátedra/UFC/Brasil)
Maria Clara di Pierro (USP/Brasil)
Severino Silva (Cátedra/UFPB/Brasil)
Socorro Xavier (Cátedra/UFPB/Brasil)
13h30min – Atividades Culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h – Lançamentos de documentos da EJA + Sessão de Pôsteres
19h – Atividades Culturais
DIA 23/07/2010 (Sexta-feira)
8h/10h – MR7 – Formação de Educadores de Jovens e Adultos
Tânia Moura (Cátedra/UFAL/Brasil)
Margarida Machado (UFG/Brasil)
Ernesto Muianga (Moçambique)
Bettina Bochynek (UNESCO, Institute for Lifelong Learning/Alemanha)
10h/12h – GD7 – TICs, EAD e EJA
Edna Brennand (UFPB/Brasil)
Mariana Raposo (Brasil)
Maria Luiza Angelim (UnB/Brasil)
MR8 – Avaliação e indicadores de EJA
Jorge Teles (SECAD/MEC/Brasil)
Neroaldo Pontes (UFPB/Brasil)
Ernesto Rodrigues (CREFAL/México)
Emília Prestes (Cátedra/UFPB/Brasil)
GD8 – Materiais didáticos e literários na EJA
Paulo Mello (SECAD/MEC/Brasil)
Jane Paiva (UERJ/Brasil)
Roberto Catelli (Ação Educativa/CNAEJA, Brasil)
MR9 – Referenciais teórico-metodológicos de EJA
Carlos Alberto Torres (UCLA/Estados Unidos)
Pedro Pontual (CEAAL/Brasil)
Sérgio Haddad (Ação Educativa/Brasil)
Eliane Andrade Ribeiro (UERJ/Brasil)
GD9 – Saúde, meio-ambiente e desenvolvimento sustentável
Marcos Sorrentino (USP/Brasil)
Eymard Vasconcelos (UFPB/Brasil)
José Batista Neto (Cátedra/UFPE/Brasil)
13h30min – Atividades culturais
14h/18h – 12 Grupos de Trabalhos (GT1 ao GT12)
18h - Conferência – Carlos Alberto Torres (UCLA/Estados Unidos) + Carlos Rodrigues Brandão (UNICAMP/Brasil)
19h – Sessão de Encerramento (Cátedra UNESCO de EJA)
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